quarta-feira, 2 de maio de 2012

EU TE AMO !


Cá entre nós, é ótimo ouvir um: “eu te amo”, não? Era assim que aquela ingênua garota pensava. Ela se sentia a mais especial de todas, quando ele a chamava de: meu bem, minha linda, meu amor, minha princesa, minha, minha, minha. Ela se sentia nas nuvens quando ele bagunçava o seu cabelo, fazendo-a sorrir, quando ele pegava em sua cintura, ou até mesmo quando ele dizia o seu nome com uma voz engraçada, aquela que só ele sabia fazer. E a cada dia, ela se perdia nessa ilusão, pois ele a fascinava. Não só ele, mas tudo o que ele fazia. Seu jeito de pentear os cabelos, de se vestir, de falar, o jeito como sorria. Ela já havia imaginado uma vida inteira ao lado dele, mas nem desconfiava de que o mesmo só imaginou com ela, alguns instantes de prazer. E ela sentia-se dona de sua perfeição, possuía-o em seus pensamentos, e imaginava que nunca se decepcionaria. Então, ela se decepcionou, como já era de se esperar, mas ela sempre preferiu acreditar que daria certo com ele, pelo menos daquela vez. Hoje, ela é uma pessoa fria, pensativa e calada. Seca, morta por dentro, não possuidora de frutos bons, agora, dentro de si só há podridão, da amargura de um coração partido. E ela preferia mil vezes ter ouvido um: “eu te odeio”, a ter ouvido tantas vezes um: “eu te amo” que nunca passou de palavras ao vento, isenta de sentido, isenta de razão, isenta de amor, ansiando por apenas uma dose de prazer.

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